terça-feira, 10 de abril de 2012

A descoberta

Hoje eu descobri que minha magreza vai além da genética.
Me apresento: sou a Fefa e sou magra. Sim, magra. Sempre fui. Minto: com 1 ano de idade eu era gordinha, daquelas bem bochechudas. Costumo brincar que eu continuo com o mesmo peso, só cresci.
Mas sempre fui uma criança magrinha, perna fina. E todo mundo sabe que criança magra é sinônimo de criança desnutrida e doente. Pelo menos há 20 anos atrás era isso que se dizia. Só que sempre fui uma pessoa saudável, com no máximo uma dor de garganta ou gripe de vez em quando.
Quando entrei na adolescência, todas as minhas amigas encorparam e eu continuem com minhas pernas finas. Me disseram que peito e bunda iam crescer, que era uma questão de tempo. Aos 23 anos, acho que já desisti deles crescerem naturalmente.
Agora na idade adulta eu continuo ouvindo a frase que escutei durante toda a vida: mas você é tão magrinha...
O problema é que ouço outras coisas, digamos, um pouco mais agressivas. Bulimia, anorexia e até mesmo doenças mais graves, fora as piadinhas de gosto duvidoso.
Até onde eu sabia, o motivo da minha magreza é genético. Sou filha de pais magros, tenho irmão magros, sem obesos na família. Mas mesmo assim não era motivo suficiente.
E hoje eu descobri que além da genética, do metabolismo acelerado, meu estômago digere de uma maneira mostruosa o que eu como. Explico: tenho gastrite e faço endoscopia regularmente. Tenho alguns casos de câncer de estômago na família (minha mãe faleceu disso, inclusive) e não posso descuidar. Enfim, na minha última endoscopia, foi detectado que tenho refluxo de bile no estômago. Ela cai direto no estômago e dissolve tudo muito mais rápido. Por conta disso também não posso ficar muito tempo sem comer. Isso pode causar problemas futuros mais graves.

O motivo por estar escrevendo tudo isso? Eu quero passar as minhas experiências de uma pessoa verdadeiramente magra e mostrar que não é as mil maravilhas que se imagina ser assim.
Muita gente acha que é frescura minha, que tem inveja por eu poder comer tudo e não engordar, que eu visto qualquer roupa e fica bom.
Eu quero mostrar de uma maneira não babaca e sincera meu dia-a-dia. E também me aceitar mais do jeito que eu sou, ter uma vida mais saudável e, quem sabe, ganhar um pouco de peso.
Seja bem-vindo!

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